Scapple: Muito além do guardanapo

Scapple

Os caras da Literature & Latte, que faz o fantástico editor de texto Scrivener parecem demorar um bocado para perceber o potencial do iPad como ferramenta criativa. Desde o começo de 2012 prometem uma versão para iOS de seu cultuado aplicativo, e estão ralando duro para ver se entregam ainda em 2013.

Enquanto isso, vinham trabalhando em uma outra ferramenta, de um tipo que é indispensável para qualquer um com um trabalho criativo: um software de mind mapping. Apesar deste tipo de ferramenta fazer mais sentido no iPad, até mais do que o Scrivener, eles conseguiram fazer um excelente trabalho.

Que nem papel

O grande problema de um software elaborado para fazer mapas mentais é a complexidade da ferramenta, versus a rapidez com que se necessita que ela responda ao pensamento. Poucas sobrevivem ao lápis no guardanapo, quando se trata de liberdade de criação.

Um programa desta natureza geralmente tem tantas opções, que é fácil ficar preocupado com a aparência do negócio e perder de vista o fato de que o que você está querendo é tirar idéias de sua cabeça — e depois relacioná-las.

A grande força do Scapple é essa simplicidade. Lembrando um outro aplicativo, que é bastante atraente (embora excessivamente caro), o Curio 8, quando você abre o programa, a única coisa que acontece é aparecer uma tela limpa, contendo instruções do que fazer com ela no centro.

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Se você clicar duas vezes em qualquer lugar da tela, ele cria uma nova nota, que pode ser apenas uma palavra, ou toda uma dissertação. Para relacionar as idéias, basta arrastar uma sobre a outra. Para destruir o relacionamento, é só repetir o procedimento.

mapaMentalPost

Muito além do guardanapo

Além de texto, você pode inserir imagens, e até documentos. O interessante é que, se você adicionar um documento de texto (ou mesmo um documento do word com extensão doc, ou docx) ele pergunta se você quer dividir o texto em múltiplas notas, dispondo cada parágrafo em um container diferente.

SplitSplitResult

Já os PDFs, pelo que pude ver, são inseridos como imagens, com a primeira página representando o documento. O propósito é mais limitado que o do Curio, que é ser uma espécie de gerenciador digital multipropósito para pensadores visuais. O Scapple visa apenas ser um substituto digital do guardanapo. E nisso, ele faz um excelente trabalho.

ScapplePDF

Tendo sido lançado ontem na Mac App Store, apesar de estar disponível para compra no site deles há alguns dias, o Scapple é uma excelente pedida para quem gosta de desenhar idéias.

Com apenas algumas instruções simples, você sai enchendo a tela de idéias, ligadas ou não umas as outras. Isso é o mais próximo do papel que um programa poderia querer chegar. Mas só seria próximo o suficiente com uma versão para iOS, e sincronização pela nuvem, claro.

iTech Hoje 44: Computação nas nuvens

iTech Hoje 43: Tomando notas e gerenciando informações

Neste episódio, Alexandre Costa, Otávio Cordeiro e Vladimir Campos compartilham sua lista de serviço em nuvem para gerência de calendário, contatos, tarefas, anotações, arquivos, fotos, livros, músicas etc.

Links mencionados

Doe um Café

Entenda o potencial do ADN

Conta autenticada no ADN

ADN é o apelido carinhoso que o App Dot Net (App.Net) ganhou, creio que dos próprios usuários. E o que é ADN? Neste episódio do iTech Hoje falamos exclusivamente sobre o serviço. De forma resumida, o ADN é uma plataforma para criação e desenvolvimento de serviços de Redes Sociais. Parece que acabei complicando mais com essa explicação! Vou tentar exemplificar…

Diferente de Twitter, Facebook e similares, os criadores do ADN não criaram, não dão de graça nem comercializam produtos e serviços ligados ao ADN. Tudo que eles fazem é estrutura-lo de forma que outros possam desenvolver aplicativos específicos.

Outra diferença em relação às demais redes é o preço. O ADN não é gratuito e pelo que entendo do plano de negócios deles, nunca será. Por que não? Porque o ADN não quer transformar o usuário final em produto. Tudo que você publica ou armazena no ADN é seu e o serviço sobrevive com uma taxa mensal ou anual paga pelo usuário ou desenvolvedor.

Recentemente, entretanto, inauguraram um serviço estilo freemium baseado em convites. Ou seja, é possível testar gratuitamente algumas das funções e posteriormente pagar ou não pelo serviço completo. É um modelo similar ao adotado pelo Dropbox, Evernote, Flickr e até mesmo o iTech Hoje. Aqui nosso plano de negócios é exatamente este. Podcasts, artigos e diversos outros conteúdos gratuitos, enquanto livros e produtos mais específicos e laboriosos são pagos.

Voltemos ao ADN…

Ao acessar o serviço pela primeira vez a impressão que se tem é a de que se trata de um clone do Twitter. Mas por favor, não pense isso! Não formule essa ideia ou conceito em sua mente. O ADN é muito mais que isso!

Além do sistema de troca de mensagens ao estilo Twitter, o serviço te permite armazenar arquivos trocar mensagens diretas entre usuários, criar e participar de grupos de bate-papo e uma infinidade de outras possibilidades, que neste momento ainda adormecem nas mentes brilhantes dos desenvolvedores.

Um aplicativo para iOS que ando testando, por exemplo, é o Sprinter. O que ele faz? Tira fotos mais ou menos como o Instaram, porém as armazena na sua conta do ADN. Em outras palavras, as fotos são suas sempre!

Falo em ideias adormecidas, pois quem dá vida ao ADN são os desenvolvedores e usuários. Um dia você acorda e alguém criou algo super interessante para a rede. Esta é a verdadeira cara do ADN: uma rede que é construída por uma comunidade de desenvolvedores e usuários. Uma rede na qual o conteúdo é seu e você não é produto.

Um bom exemplo do papel dos criadores do ADN é o recente sistema de autenticação dos usuários. Diferente do modelo adotado pelo Twitter (existe um?), o ADN criou um processo simples de autenticação e qualquer usuário — não precisa ser uma celebridade — pode autenticar sua conta.

Há um pouco mais de tempo implementaram também o sistema de validação de acesso à conta em dois passos. O chamado 2-Step Verification, que dificulta muito o acesso não autorizado à sua conta.

Ou seja, o papel da equipe do ADN é prover uma infra-estrutura sobre a qual serviços são criados por terceiros.

O Alexandre Costa recentemente escreveu um artigo muito interessante sobre o fim do gratuito na Internet. Eu concordo com ele, porém há ainda um caminho longo a ser percorrido. Porém, um caminho que já vem sendo trilhado por Dropbox, Evernote, Netflix, Flickr, Rdio, dentre outros. Algo que o ADN enxergou com muita perspicácia e por essa razão vislumbro um futuro muito promissor para eles.

Portanto, ao almejar uma conta no ADN não crie a expectativa de um clone do Twitter — aliás mesmo neste quesito o ADN é muito mais ativo que o Google Plus, por exemplo —, entenda que há um potencial enorme nas mentes de desenvolvedores ávidos por um local sério para criar. Em outras palavras, entenda o serviço e evolua com ele.

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Pixa no lugar do iPhoto

Este artigo é a continuação do que publiquei recente no meu blog pessoal sobre iPhoto e fotografia digital. Naquele texto eu explico meus problemas com o tamanho da biblioteca do iPhoto. Concluí estimando que minha nova biblioteca residindo em uma estrutura de pastar teria aproximadamente 20 GB. Errei! Ela fico com apenas 10.39 GB. Parece brincadeira! Eu tinha originalmente no iPhoto 40 GB.

A redução no meu caso se deveu a dois fatores principais. Em primeiro lugar eu tinha quase 10 GB de fotos duplicadas que o iPhoto deixa reservadas quando você sincroniza suas fotos com o iPod. Só isso já redusiu drasticamente o espaço utilizado. Mas há ainda o detalhe da duplicação de fotos editadas. Eu tiro o olho vermelho de muitas fotos e giro outras tantas. Portanto, provavelmente, uma boa parcela das minhas fotos estava duplicada na biblioteca.

Mas mesmo com apenas 10 GB, não haveria como hospedar as fotos no meu Air de 60 GB, pois tenho apenas 7 GB livres. Ganharei mais 1.5 ao excluir o iPhoto, mas ainda assim não há como armazenar localmente.

Minha solução foi a aquisição de um pendrive SunDisk de 32 GB (USB 2.0) com tamanho quase imperceptível (vide foto) e que mantenho 100% do tempo conectado a uma das portas USB do Air. Cheguei a fazer um teste movendo a biblioteca do iPhoto para ele, mas navegar entre as fotos ficou extremamente lento. Impraticável! Já as fotos na estrutura de pastas ficaram muito leves sem nenhum tipo de demora durante a visualização.

Pendrive de 32 GB

Porém, foi preciso antes um trato técnico pois queria minhas fotos e qualquer outro arquivo protegido dentro do pendrive no caso de perda ou roubo. Meu Air já é criptografado e o que eu fiz foi formatar o pendrive também com criptografia protegida por uma enorme senha gerada aleatoriamente pelo 1Password. Para formatar eu utilizei a opção “Mac OS Extended (Journaled, Encrypted)” do Disk Utility.

Eu não preciso ficar colocando a senha toda hora, mas ao retirar o pendrive e conectá-lo a outra porta USB ou a mesma em que estava, a senha será solicitada. O mesmo acontece ao desligar e ligar o computador. Mas é muito raro eu desligar o Air. E caso prefira, é possível também armazenar a senha no Keychain e o OS X não pedirá mais a senha ao naquele computador. Neste caso, lembre-se de proteger o computador com uma senha.

Espaço resolvido! O problema agora era outro. Ao migrar tudo para um sistema de pastas perde-se a simplicidade na visualização das fotos. Eu precisava de um aplicativo leve que me permitisse visualizar as fotos sem importar tudo para uma estrutura paralela.

Pesquisei muito e não encontrei nada satisfatório. Perguntei no Twitter e a resposta veio do @costacurta. A sugestão deixada por ele foi o software Pixa que está em promoção na Mac App Store por U$24.99.

O Pixa é simples, porém muito bem acabado. Além disso, se preferir, você pode utilizar o que eles chamam de “Live Folder” e não importar as fotos para dentro dele. Na verdade ele cria uma pequena biblioteca própria com menos resolução que te permite visualizar as fotos com velocidade. Quando você abre a foto propriamente dita, no Preview por exemplo, ele mostra a foto original da estrutura de pastas. Ha também como pedir para que ele mostre no Finder a localização da foto que você está vendo naquele momento.

Optei por também mover para o pendrive esta biblioteca de fotos reduzidas e não notei nenhum tipo de demora na visualização. No meu caso ela ficou com 1.5 GB. Poderia até deixar no Air no espaço que o iPhoto deixará de ocupar, mas como não notei lentidão, manterei ela no pendrive.

O meu back-up está sendo feito automaticamente no Time Machine e eventualmente em um HD externo para onde pretendo copiar cada nova pasta que eu incluir na estrutura. Mas, como adiantei no artigo anterior lá no meu blog, estou muito interessado na utilização do Dropbox como forma de back-up em rede. Minha estratégia será a utilização dos “Symbolic Links” do OS X. Mas ainda ainda estou na fase dos testes e, portanto, a explicação fica para um próximo artigo.

Como transformei o Facebook em algo agradável

Há algum tempo cancelei minha presença (existência?) em quase todas as redes sociais por dois motivos principais:

  • privacidade
  • excesso de conteúdo inútil

Enquanto durou, adorei a experiência deste estado desconectado. Por outro lado, também vivi algumas situações bastante curiosas. Por exemplo, em poucos dias notei que muitas pessoas se comunicavam com mais eficiência e velocidade pelo Facebook do que por outros meios sociais-digitais que, na ocasião, eu passei a usar em substituição à rede social.

Como preciso lidar constantemente com relações humanas para me auxiliar no contato com outras pessoas e o LinkedIn está longe de cumprir este papel no Brasil, comecei a sentir os efeitos da ausência do Facebook até mesmo profissionalmente.

Em certa ocasião liguei pedindo ajuda a um amigo para conseguir o novo número de telefone ou e-mail de um antigo contato profissional comum e ouvir a expressão: – Sim, eu tenho o contato dele. Procure lá no meu Facebook. Quando eu disse que não tinha mais Facebook o espanto foi enorme.

Mas o mais impressionante foi a quase completa ausência dos meus amigos e contatos em outras ferramentas de comunicação. Notei – ao menos no meu meio – que nem mesmo o WhatsApp é tão popular quanto o Facebook (Messenger).

Vinha, entretanto, resistindo bravamente até que fui informado que os embaixadores do Evernote compartilham um grupo para troca de conhecimentos e informações. Adivinhe onde? Sim, é claro! Facebook! Minha participação não era obrigatória, mas não queria perder esta oportunidade de poder conviver com pessoas tão profundamente ligadas a cultura do Evernote. Foi, portanto, a gota d’água. Voltei!

Voltei e percebi de imediato toda chateação que havia deixado para trás quando abandonei a rede. Há muita coisa interessante, mas há, em paralelo, coisas extremamente desagradáveis. Por exemplo, a enorme quantidade de “spam autorizado” vindo dos nossos próprios “amigos”!

Eu precisava resolver isso e coloquei-me a pensar nas coisas que eu mais gostava no Facebook. A número um era (e ainda é) o Grupo do iTech Hoje. As pessoas se respeitam e se ajudam o tempo todo por lá. É um ambiente extremamente agradável e útil.

Comecei também a pensar sobre outras redes e notei que o que me atraia no Twitter era pode “seguir conteúdos” interessantes e também disseminar rapidamente o que eu aprendi e o que sei e que pode, por ventura, ser útil para alguém.

Por fim, lembrei do LinkedIn, que é a rede que eu mais gosto. Infelizmente no Brasil parece não ter sido ainda compreendida por muita gente. O bom da rede é que as pessoas publicarem lá com mais moderação e normalmente os assuntos são mais sérios. Além disso, serviços como o LinkedIn Today são um show a parte. Você escolhe áreas (temas) e tem acesso diariamente matérias sobre o assunto.

Meu objetivo, portanto, passou a ser juntar no Facebook essas características que me agradavam, uma vez que a rede permite um elevado nível de configuração. Funcionou tão bem que repliquei o modelo no Google+.

Amigos e Seguidores

A primeira coisa que eu fiz foi parar de seguir tudo e todos. Isso é algo desumano e inútil. Apenas causa frustração diária. Entenda, deixar de seguir alguém não significa que você não gosta mais daquela pessoa. Já o fato de seguir, significa que o assunto que ela compartilha deveria te interessar.

Cabe, entretanto, uma explicação. Seguir e ser amigo são coisas completamente independentes. Hoje “sou amigo” de 282 pessoas e sigo apenas o conteúdo de 10 a 15 amigos (de Facebook) e pessoas/instituições (não amigas). Para fazer isso, basta entrar no perfil da pessoa e escolher não mais mostrar seu conteúdo no seu feed de notícias. Será um trabalho enorme no primeiro momento, mas posteriormente você colherá os frutos.

E qual foi meu critério? Entrei em página por página e passei os olhos nas últimas publicações de cada um. Se aquilo me interessava e ia além de gifs com frases de efeito misteriosamente sempre atribuídas a Einstein e Gandhi, eu mantinha o conteúdo da pessoa no meu feed. Caso não me interessasse, eu excluía a visualização. Mantive apenas três fontes de conteúdo da mídia: The Economist, Exame e Correio Braziliense. As duas primeiras por guardarem relação com minha área de interesse e o jornal por tratar de assuntos da cidade na qual eu moro. O resto do conteúdo de jornais e revistas leio utilizando a dupla Flipboard e Twitter (mais neste episódio do podcast).

O próximo passo foi organizar a própria casa. Apaguei todos as minha publicações que surgiram no embalo de inutilidades que eu lia e replicava. E passei a (re)compor minha Time Line com conteúdo interessante para as pessoas que por ventura estivessem me lendo.

Escolhi os assuntos que mais me interessam – Tecnologia e Viagens – e abri meu Facebook para assinaturas. O que isso quer dizer? Significa que você que lê este texto pode agora também ler rigorosamente tudo que eu publico pois não há mais nada pessoal (particular) no meu Facebook.

Para tal, basta entrar na minha página e clicar no botão assinar. Ou seja, passei a tratar o Facebook como uma espécie de blog no qual quero compartilhar conhecimento e conteúdo com os meus seguidores. Note que eu não estou usando a palavra “amigos”! Quero dar foco ao processo de seguir e ser seguido como no Twitter.

O “seguir” é algo que, aliás, o Facebook sabiamente copiou do Twitter, mas que alguns não usam ou nem sabem que existe. De minha parte, eu sigo também algumas pessoas. Ou seja, não preciso mais ficar amigo do meu ídolo ou daquela pessoa que publica coisas interessantes. Basta segui-la no Facebook.

Quando e se você começar a me seguir, notará que venho povoando o passado da minha Time Line gradativamente e esse conteúdo aparecerá também no seu feed de notícias presente, mesmo que tenha ocorrido no passado. Isso tem acontecido especialmente com as dicas de viagem que tenho publicado com pequenos conjuntos de fotos.

Restringindo e Simplificando

No passado, quando eu anda publicava assuntos filtrados entre pessoais e públicos no meu Facebook, decidi também criar uma página para o meu primeiro podcast para abrigar os meus ouvintes. Com meu regresso ao Facebook e minha nova política de usar a rede como um “mini-blog”, a página do podcast perdeu o sentido. Fechei a página recentemente e deixo aqui o convite para todos os seguidores que desejam continuar acompanhando o que eu publicava lá. Assine minha página, pois migrei aquela atividade para o meu perfil pessoal.

Revisão Constante

As pessoas e seus interesses mudam e pode ser que algum amigo seu passe a publicar de forma que te agrade. O contrário também pode ocorrer. Portanto, eventualmente entre nas páginas de amigos que deixou de seguir e veja se há algum assunto que lhe interesse. E se algo está chato no seu feed, pare de seguir.

Resumindo

Deixar de seguir alguém não significa o fim da sua amizade real ou virtual. Significa apenas que você não tem tempo ou interesse por aquilo que ele publica. Se hoje você está infeliz com o conteúdo da sua rede social, eu te garanto que você transformará seu Facebook num lugar muito mais agradável quando começar a ler somente o que te interessa. Notará rapidamente que seu feed não “cuspirá” dezenas de novidades por minuto e você terá tempo para se dedicar a esse ou aquele assunto que um de seus seguidos publicou.