Phraseology: Uma boa idéia, mas um tanto bugadinho

Brincando um pouco com o Phraseology. Este é mais um aplicativo para texto no iPad. É um App feito para escritores, portanto apresenta uma série de características bastante convenientes para este uso.

Uma das coisas que me fizeram comprar o App foi a possibilidade de reordenar parágrafos de um texto, e mesmo sentenças no mesmo parágrafo.

Quem escreve regularmente, sabe que nem sempre (ou quase nunca) o texto sai todo de uma vez, ordenado da melhor maneira. Isso faz com que ferramentas como o Scrivener para Mac, brilhem excepcionalmente para o público que produz conteúdo escrito.

No caso do Phraseology, a coisa não é tão sofisticada. Ainda espero o Scrivener para iPad, encomendado para o final deste ano.

No entanto, para textos mais curtos, como este post, por exemplo, escrito inteiramente nele, ele brilha, pois permite flexibilidade no arranjo de texto, além de contador de caracteres e palavras e modo “fullscreen” para eliminar estímulos indesejáveis na tela.

Para quem gosta de escrever em Markdown, ele ainda tem um visualizador embutido, junto com a possibilidade de enviar emails em rtf, preservando a formatação e os links criados, tal como copiar o html, para postagem em outro App.

Há um escopo seleto de fontes para escolher, e permite o ajuste do tamanho, além de trazer a fonte monoespaçada Inconsolata (apresentada ao mundo no fantástico IA Writer para iPad), da qual sou fã inconteste.

No entanto, não encontrei opções de backup na nuvem, e este parece ser o seu ponto fraco: ele serve apenas como buffer de texto, uma espécie de tela de composição, armazenando dados localmente, e permitindo exportar via área de transferência e e-mail. Nada de iCloud ou Dropbox.

Email, no entanto, é suficiente para mandar notas bonitinhas para o Evernote, como você já deve saber.

Observação: Ao tentar visualizar este post no Phraseology, ele deu crash sistematicamente. E olha que única “sofisticação” extra presente neste artigo nele é o uso de links referenciados em Markdown! 

Assim, ele está sendo finalizado no Byword :-D, e publicado integralmente do iPad com um excelente App chamdo Posts (mais sobre ele em meu próximo artigo).

Quem tem Google Maps vai à Golden Gate!

Uma das coisas que gosto no trabalho que faço com o Alexandre e Otávio é que não temos medo de discutir, discutir, discutir e discutir. Fazemos isso com muita ênfase, porém com muito respeito. Portanto, o resultado não poderia ser outro: eventualmente somos convencidos uns pelos outros e mudamos de idéia.

Vim a São Francisco cobrir a Evernote Trunk Conference e uma vez que se tratava de uma “viagem a trabalho”, não me preparei para visitar pontos turísticos. De fato eu estava, em realidade, psicologicamente preparado para não ter tempo de fazer nada além de participar da conferência.

Porém, surgiram duas oportunidades de “fugir” e aproveitar alguns momentos de turista. No sábado a tarde consegui ir até Cupertino e a noite (do mesmo sábado) descobri que meu voo de volta para o Brasil, que seria hoje (domingo), havia sido cancelado. Ou seja, ganhei mais algumas horas extras na Califórnia que aproveitei para conhecer a Golden Gate e para andar de Bonde. Tentei também ir a Alcatraz, mas os ingressos estavam esgotados.

Aqueles que ouvem meus podcasts de viagem sabem como sou detalhista na organização de roteiros. Mas dessa vez não preparei nada! Eu vinha a trabalho! Então, como consegui me virar em tão pouco tempo e visitar tantas atrações? Tudo bem, nada de mais. Quem tem boca vai a Roma, certo? Sim, mas no meu caso eu diria: Quem tem Google Maps vai à Golden Gate!

Foi assim que eu fiz tudo por aqui nas últimas 48 horas. Comecei voltando a pé do local onde ocorria a ETC. Notei pelo Google Maps que p local da ETC era muito perto do hotel (1,5 Km) e decidi caminhar. Depois experimentei um pouco mais. Descobrir que ônibus e/ou trens pegar, que horários eles passariam e como chegar a pé neste ou naquele local.

Quando fui a Cupertino, segui fielmente as instruções do Google. Aliás, é irônico imaginar que o Google (atual inimigo mortal da Apple) me guiou até a 1 Infinite Loop. Caminhei até o ponto de ônibus, cheguei a estação de trem, peguei um novo ônibus e finalmente lá estava eu!.

Na volta o Google ou o motorista do ônibus me deixou/deixaram esperando tempo demais no ponto e acabei resolvendo caminhar os 5 Km que me separavam da estação de trem. E enquanto caminhava, fiz um hangout com a esposa que coincidentemente também caminhava, porém num parque em Brasília! Mundo pequeno! Mundo conectado!

Aliás, em nenhum momento estive desconectado. Nos Estados Unidos liguei para amigos e familiares usando e abusando dos minutos gratuitos da T-Mobile. Com os que estavam no Brasil, falei de todas as formas possíveis: iMessage, Skype, FaceTime, Hangout, WhatsApp, email, etc.

Hoje o Google continuou a me guiar. Procurei pelo caminho do hotel (Current Location) até a Golden Gate. Simplesmente escrevi “Golden Gate” no campo de destino e pronto, o Google calculou tudo. Caminhei até o ponto de ônibus e no horário indicado pelo "que tudo sabe”, embarquei com destino a ponte.

De lá resolvi tentar uma visita a Alcatraz. Era preciso pegar o ônibus 28 e depois caminhar um pouco. Dito e feito. Melhor ainda foi fazer tudo isso sem ter que interagir com os mal humorados motoristas de ônibus. Também não tive que ficar tentando decifrar ruas e pontos específicos nos mapas. Sim, me deparei com várias pessoas perdidas na rua tentando se entender seus mapas papel. No meu caso, simplesmente segui as instruções do “Grande Irmão”.

Depois de muito tempo viajando pelos quatro cantos do mundo, nos acostumamos a pontos de referência, e outras dicas de como ir e vir sem se perder nas grandes ou pequenas cidades. Eu já começava a colocar toda minha experiência em prática, mas a precisão do Google me fez preguiçoso em poucos dias!

Além das informações corretas passadas pelo Maps, o giroscopio e acelerômetro do iPhone tornavam o processo todo simples demais de executar. Ganhei tanta confiança do Google, que comecei a andar a esmo pela cidade sem pretar atenção a pontos de referência e hoje peguei um bonde sem ter a menor idéia de onde ele me levaria. Pensei: quando eu cansar da brincadeira, desço e procuro no Google as instruções de como chegar em “casa”.

Cansei, desci e procurei na verdade por “Victoria’s Secret”. A dois quarteirões de mim estava garantido o presente da esposa e em paralelo notei o quanto estava perto do hotel e como seria fácil caminhar até lá. Perfeito!

Evidentemente tudo isso foi possível porque comprei um SIM Card pré pago da T-Mobile assim que cheguei em São Francisco. Porém, um número local não é suficiente para garantir sua jornada com tranqüilidade. Segundo o Otávio, existem cidades que disponibilizam os dados de seus serviços públicos e privados. É o caso de São Francisco. Ou seja, não lhe adiantará muito o Google Maps em uma cidade sem esse tipo política de divulgação de informações. E por fim, um último detalhe. Consultar o Google a cada minuto consumirá enormemente sua bateria! No meu caso eu estava usando uma capa Mophie com bateria exta para o iPhone. Sem a carga adicional, eu teria ficado a ver navios…

Portanto, é como dizem: “leia as instruções, mesmo que não vá seguí-las”. Em outras palavras, estude seu destino. Nunca se sabe quando a bateria do seu iPhone acabará ou quando o Google falhará em te levar a algum local.

Uma ótima semana para todos! Nos vemos no Brasil!

Things com Evernote

Vladimir e Phil Libin no ETC 2012

Vladimir e Phil Libin no ETC 2012

Apesar de conhecer várias pessoas que utilizam o Evernote como ferramenta de GTD, optei por seguir com o aplicativo que venho usando há algum tempo, o Things.

O Things é simples, leve e perfeito para listas, projetos e contextos, sendo uma ferramenta perfeita para GTD. O problema é que, muitas vezes, o material necessário para executar uma tarefa está no Evernote. Quando esta integração se faz necessária, entra em jogo o recurso de links para notas.

Para isto, basta copiar o link para a nota do Evernote (botão direito e Copy Note Link) e colar na descrição da tarefa no Things. Como o link para uma nota do Evernote invoca o aplicativo tanto no Mac como no iOS, o link no campo da descrição no Things também invocará o Evernote tanto no Mac como no iOS!

Para a integração ficar completa, falta apenas o aplicativo do Evernote para iOS permitir captura do link para uma nota, mas isto é algo que o Vladimir Campos já pediu, pessoalmente, para o Phil Libin.

iTech Hoje 29: Ao vivo de San Francisco na ETC contando as novidades do dia!

iTech Hoje 29: Ao vivo de San Francisco na ETC contando as novidades do dia!

Neste episódio, Alexandre Costa e Vladimir Campos contam via Google Hangout as novidades do primeiro dia da Evernote Trunk Conference, que começou ontem em San Francisco, California.

Fique ligado para o Hangout de hoje, 25/08/2012, que pode ocorrer até as 0:00 de amanhã. Se conseguirmos 50 espectadores sortearemos uma conta premium de 03 meses do Evernote

Links do Episódio:

  1. Ganhadores do Evernote DevCup
  2. Moleskine Evernote Smart Book

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Música de Encerramento: Califórnia Dreamin’, da banda americana The Mamas & The Papas

iTech Hoje 28: Evernote Trunk Conference ao vivo de São Francisco

iTech Hoje 28: Evernote Trunk Conference ao vivo de São Francisco

Neste episódio curto, Alexandre Costa e Vladimir Campos aquecem os motores via Google Hangout para a Evernote Trunk Conference, que começa hoje em San Francisco, California.

Otávio Cordeiro participa via e-mail. :-P

Vladimir está lá para participar do evento e trazer as novidades para você, ouvinte do iTech Hoje, com suas despesas de viagens pagas pessoalmente por Ganesha.

Fique ligado que vai sair novidade boa!

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