O cenário é o seguinte:
- MacBook white (um dos primeiros!), rodando Leopard e com upgrade para 4 GB e HD de 500 GB;
- MacBook Air de segunda geração com armazenamento flash de 40 GB;
- Teclado Apple (numérico e com fio);
- Magic Mouse (meu na a gaveta).
Esse kit acima pertencia a Andreia, minha esposa. E o seu processo de trabalho mantinha no MacBook white a maior parte dos arquivos e também a biblioteca de fotos, músicas, filmes, etc., que ela sincronizava com o iPhone, iPod e iPad.
O problema é que sexta o MacBook “morreu”. Sim, tenho certeza que ele morreu. Tentei de tudo para recuperá-lo, mas não consegui. Ele já vinha mostrando sinais de que estava chegando ao fim da linha, mas é sempre triste quando este momento chega.
Ao longo dos anos de vida ele foi gradativamente adoecendo. Era um computador “de guerra” e por esse motivo penso que realmente durou muito. Para que os leitores tenham uma idéia da “quilometragem”, basta uma olhada na foto abaixo do teclado, que não só perdeu a tinta das letras. Note que o plástico de algumas teclas desgastou pelo uso excessivo! Muito estudo, muita pesquisa e muitos artigos científicos brotaram dessas teclas!
Foto em maior resolução aqui.
E provavelmente por ser a linha de frente, o teclado tenha sido o primeiro a mostrar o sinal dos tempos. Algumas letras pararam de funcionar e ele ganhou um teclado externo da Apple. Ainda não existiam os modelos Bluetooth, portanto, na época compramos o Apple Keyboard tradicional.
O segundo problema foi com o leitor de mídias. Ele nunca parou completamente de funcionar, mas eventualmente se recusava a ler este ou aquele CD/DVD. Recentemente a bateria dele inchou e com medo de algum incidente mais grave, tratei de descartá-la. Ou seja, o velho MacBook de 2008 era agora quase um desktop. Só funcionava conectado à corrente elétrica e precisava de um teclado e mouse externo para manter sua essência computacional.
E tudo isso sem mencionar o tradicional problema na top case, que esses modelos costumavam apresentar. Não sei exatamente quando isso aconteceu, mas nunca houve tempo de descanso no dia-a-dia do “Sr. White” para que pudéssemos levá-lo a uma assistência técnica da Apple para realizar o reparo (normalmente gratuito).
Sexta-feira entregou os pontos. Mesmo abrindo ele, trocando as memórias e limpando tudo lá dentro ele não parava de repetir os três beeps que indicam problema na memória. O ruído continuou, até que em um dado momento, nada mais acontecia. Apenas a tela preta e o HD rodando tentado executar algo. Fim!
Como o MacBook era o “computador de casa”, imaginei uma solução que ao mesmo tempo economizaria nosso dinheiro e faria do Air um equipamento híbrido.
Transferi todos os documentos e biblioteca do iPhoto e iTunes do MacBook para um novo HD de 500 GB e liguei esse HD na porta USB do Time Capsule. Compramos um monitor de 21 polegadas e estava pronto o novo ambiente de trabalho.
Na prática é mais ou menos como uma fusão das funções do antigo MacBook ao Air. Como o MacBook sempre ficava em casa, o mesmo acontecerá com o novo HD de 500 GB (agora ligado ao Time Capsule). Depois de tudo fisicamente reorganizado na mesa, apontei o Air para a biblioteca do iTunes e iPhoto agora no novo HD e magicamente ele assimilou tudo. Tudo mesmo! Conectei o iPhone e iPad dela ao Air para um teste e eles sincronizaram normalmente como se isso estive acontecendo no antigo MacBook. Não vou entrar aqui no detalhe de como mudar as bibliotecas, mas é algo bem tranquilo nos dias de hoje. Dica: procure os amigos Google, Yahoo e Bing e descubra como fazer.
Alguns questões
Sim, vou responder as questões que imagino andam circulando pela mente dos leitores. Por que conectei o HD ao Time Capsule no lugar de salvar os arquivos diretamente lá? Mais estranho ainda, por que não conectei o HD externo direto ao Air? Em realidade pensei nessas duas alternativas antes, mas imaginei que o fluxo de trabalho da Andreia ficaria muito mais tranquilo com o HD conectado ao Time Capsule. É menos uma coisa para ela lembrar de conectar e dessa forma também tenho controle sobre o backup do HD externo.
Criei uma pasta dentro do Time Capsule e programei o Carbon Copy Cloner para clonar o HD externo lá uma vez por mês. A beleza desse processo é que eu posso fazer isso a partir do meu próprio Mac sem a necessidade da presença da Andreia ou do Air dela conectado à rede. Tudo fica sob controle de um computador (o meu), que nunca sai de casa.
Será algo muito raro, mas da forma como está configurado, a Andreia pode simplesmente ejetar o HD externo do Time Capsule e levar ele se realmente precisar sair de casa com todas as informações que estão lá. Improvável, pois ele já trabalhava com o Evernote e Dropbox, mantendo no Air só o essencial.
Alguns problemas que notei ao logo do processo
O iTunes está funcionando muito bem, mas o iPhoto e seus 33 GB de imagens, por algum motivo está demorando muito a abrir. Inicialmente pensei no tamanho da biblioteca como causa do problema, mas o iTunes está rodando muito bem e a biblioteca dele também é bastante grande. São quase 58 GB!
Hoje pela manhã notei que o programa ainda estava indexando o reconhecimento de rostos nas fotos, então pode ser este o problema. Vamos ver como se comportará daqui pra frente. Se realmente não funcionar precisarei pensar em outra alternativa.
É importante também ficar atento ao acesso às bibliotecas do iPhoto e iTunes no caso de conectar o HD externo diretamente ao Air. Apesar do arquivo ser o mesmo, o caminho até as informações será diferente do que passa pelo Time Capsule e nenhum dos dois programas reconhecerá automaticamente as bibliotecas. Então leve isso em conta, se for imaginar uma estrutura como essa.
Considerações finais
Em realidade trata-se de apenas uma consideração. Estou impressionado com o poder do Air. Ele está conectado ao um monitor externo, um hub USB e a um HD externo com um Time Capsule no meio do caminho! Que máquina surpreendente!
Atualização: antes de colocar em prática o que descrevi neste artigo, leia esse outro artigo!
Eu estou com um Air de 11 polegadas há uns 355 dias, se minhas contas não falharam! Vinha, antes, do mundo do Windows e sempre me impressionou como ele segura bem tudo o que eu preciso, mesmo tendo uma configuração simples. Meu trabalho rende muito nele, mais do que em qualquer outro computador que já usei! E olhe que meus dois últimos PCs (ainda estão em funcionamento em casa) são notebooks i5 e i7 com placa de vídeo dedicada.
Pois é Paulo. No caso do Air, tamanho não é documento! Excelente esse computador!
Estou programando a compra de um Air 11″ para ano que vem, justamente para substituir meu mbwhite 2010, muito boa sua solução Vladmir!
Em tempo, esta iniciativa de artigos no site está show de bola, veio para somar com as dicas, idéias e soluções que aprendemos nos divertidos podcasts!
Abraço