Obviamente eu não pensei nisso!

Domingo passado escrevi o artigo “A morte do MacBook white 2008 e o surpreendente poder do Air” e depois de apenas um dia pensando e pesquisando, eu descobri que compliquei as coisas um pouco. Criei um sistema altamente sofisticado desnecessariamente. Será a excessiva convivência com o Alexandre e seus fluxos?

Explico…

Toda confusão narrada no artigo pode ser evitada com uma simples configuração. Entre nas preferências do Time Machine e clique em “Opões”. A figura abaixo mostra o que você verá caso tenha um HD externo ligado ao seu Mac. Veja que por padrão ele está listado em uma relação de itens excluídos do backup. Simplesmente selecione o HD e clique no botão “menos” como mostra a figura. Pronto, o HD externo passará a fazer parte do processo de backup no Time Machine.

Portanto, uma vez corrigido o artigo passado, aproveito para deixar uma dica. Recomendo que mantenha todos os dispositivos externos, inclusive o HD, conectados em um hub USB (de preferência alimentado com energia). Isso facilitará bastante as coisas quando precisar remover o Air e levar ele com você.

Nada mais a declarar ;-)

A morte do MacBook white 2008 e o surpreendente poder do Air

O cenário é o seguinte:

  • MacBook white (um dos primeiros!), rodando Leopard e com upgrade para 4 GB e HD de 500 GB;
  • MacBook Air de segunda geração com armazenamento flash de 40 GB;
  • Teclado Apple (numérico e com fio);
  • Magic Mouse (meu na a gaveta).

Esse kit acima pertencia a Andreia, minha esposa. E o seu processo de trabalho mantinha no MacBook white a maior parte dos arquivos e também a biblioteca de fotos, músicas, filmes, etc., que ela sincronizava com o iPhone, iPod e iPad.

O problema é que sexta o MacBook “morreu”. Sim, tenho certeza que ele morreu. Tentei de tudo para recuperá-lo, mas não consegui. Ele já vinha mostrando sinais de que estava chegando ao fim da linha, mas é sempre triste quando este momento chega.

Ao longo dos anos de vida ele foi gradativamente adoecendo. Era um computador “de guerra” e por esse motivo penso que realmente durou muito. Para que os leitores tenham uma idéia da “quilometragem”, basta uma olhada na foto abaixo do teclado, que não só perdeu a tinta das letras. Note que o plástico de algumas teclas desgastou pelo uso excessivo! Muito estudo, muita pesquisa e muitos artigos científicos brotaram dessas teclas!

Foto em maior resolução aqui.

E provavelmente por ser a linha de frente, o teclado tenha sido o primeiro a mostrar o sinal dos tempos. Algumas letras pararam de funcionar e ele ganhou um teclado externo da Apple. Ainda não existiam os modelos Bluetooth, portanto, na época compramos o Apple Keyboard tradicional.

O segundo problema foi com o leitor de mídias. Ele nunca parou completamente de funcionar, mas eventualmente se recusava a ler este ou aquele CD/DVD. Recentemente a bateria dele inchou e com medo de algum incidente mais grave, tratei de descartá-la. Ou seja, o velho MacBook de 2008 era agora quase um desktop. Só funcionava conectado à corrente elétrica e precisava de um teclado e mouse externo para manter sua essência computacional.

E tudo isso sem mencionar o tradicional problema na top case, que esses modelos costumavam apresentar. Não sei exatamente quando isso aconteceu, mas nunca houve tempo de descanso no dia-a-dia do “Sr. White” para que pudéssemos levá-lo a uma assistência técnica da Apple para realizar o reparo (normalmente gratuito).

Sexta-feira entregou os pontos. Mesmo abrindo ele, trocando as memórias e limpando tudo lá dentro ele não parava de repetir os três beeps que indicam problema na memória. O ruído continuou, até que em um dado momento, nada mais acontecia. Apenas a tela preta e o HD rodando tentado executar algo. Fim!

Como o MacBook era o “computador de casa”, imaginei uma solução que ao mesmo tempo economizaria nosso dinheiro e faria do Air um equipamento híbrido.

Transferi todos os documentos e biblioteca do iPhoto e iTunes do MacBook para um novo HD de 500 GB e liguei esse HD na porta USB do Time Capsule. Compramos um monitor de 21 polegadas e estava pronto o novo ambiente de trabalho.

Na prática é mais ou menos como uma fusão das funções do antigo MacBook ao Air. Como o MacBook sempre ficava em casa, o mesmo acontecerá com o novo HD de 500 GB (agora ligado ao Time Capsule). Depois de tudo fisicamente reorganizado na mesa, apontei o Air para a biblioteca do iTunes e iPhoto agora no novo HD e magicamente ele assimilou tudo. Tudo mesmo! Conectei o iPhone e iPad dela ao Air para um teste e eles sincronizaram normalmente como se isso estive acontecendo no antigo MacBook. Não vou entrar aqui no detalhe de como mudar as bibliotecas, mas é algo bem tranquilo nos dias de hoje. Dica: procure os amigos Google, Yahoo e Bing e descubra como fazer.

Alguns questões

Sim, vou responder as questões que imagino andam circulando pela mente dos leitores. Por que conectei o HD ao Time Capsule no lugar de salvar os arquivos diretamente lá? Mais estranho ainda, por que não conectei o HD externo direto ao Air? Em realidade pensei nessas duas alternativas antes, mas imaginei que o fluxo de trabalho da Andreia ficaria muito mais tranquilo com o HD conectado ao Time Capsule. É menos uma coisa para ela lembrar de conectar e dessa forma também tenho controle sobre o backup do HD externo.

Criei uma pasta dentro do Time Capsule e programei o Carbon Copy Cloner para clonar o HD externo lá uma vez por mês. A beleza desse processo é que eu posso fazer isso a partir do meu próprio Mac sem a necessidade da presença da Andreia ou do Air dela conectado à rede. Tudo fica sob controle de um computador (o meu), que nunca sai de casa.

Será algo muito raro, mas da forma como está configurado, a Andreia pode simplesmente ejetar o HD externo do Time Capsule e levar ele se realmente precisar sair de casa com todas as informações que estão lá. Improvável, pois ele já trabalhava com o Evernote e Dropbox, mantendo no Air só o essencial.

Alguns problemas que notei ao logo do processo

O iTunes está funcionando muito bem, mas o iPhoto e seus 33 GB de imagens, por algum motivo está demorando muito a abrir. Inicialmente pensei no tamanho da biblioteca como causa do problema, mas o iTunes está rodando muito bem e a biblioteca dele também é bastante grande. São quase 58 GB!

Hoje pela manhã notei que o programa ainda estava indexando o reconhecimento de rostos nas fotos, então pode ser este o problema. Vamos ver como se comportará daqui pra frente. Se realmente não funcionar precisarei pensar em outra alternativa.

É importante também ficar atento ao acesso às bibliotecas do iPhoto e iTunes no caso de conectar o HD externo diretamente ao Air. Apesar do arquivo ser o mesmo, o caminho até as informações será diferente do que passa pelo Time Capsule e nenhum dos dois programas reconhecerá automaticamente as bibliotecas. Então leve isso em conta, se for imaginar uma estrutura como essa.

Considerações finais

Em realidade trata-se de apenas uma consideração. Estou impressionado com o poder do Air. Ele está conectado ao um monitor externo, um hub USB e a um HD externo com um Time Capsule no meio do caminho! Que máquina surpreendente!

Atualização: antes de colocar em prática o que descrevi neste artigo, leia esse outro artigo!