Domando um Leão da Montanha

Noites sem luar

Em julho de 2011, quando a Apple lançou o Lion, escrevi um post para o iPhone Hoje descrevendo a experiência de uma maneira dúbia: ao mesmo tempo em que eu me deliciava com a facilidade daquilo tudo, uma parte de mim tinha saudades de quando instalar um sistema operacional era algo a ser feito “na unha” por quem “entendia do riscado”.

Eu me sentia inteligente, nerd (sempre tive orgulho de me definir assim, mesmo quando isso ainda não era moda), de baixar um Slackware, por exemplo, particionar o HD e configurar o bicho usando o vi para editar arquivos de configuração.

Daquela vez, eu tinha optado por fazer um update, e minha única providência foi um backup do Time Machine. Não anoiteceu e meu sistema já estava OK, rodando com o mesmo desempenho. Que saco! Cadê o desafio?

Desta vez, resolvi aproveitar o lançamento do Mountain Lion para reorganizar minha vida digital, livrando-me de arquivos e programas que não usava com frequência… Decidi fazer uma instalação limpa.

Compra e instalação

Não ha mistério para quem quer fazer apenas uma atualização: basta clicar em comprar no link da Mac App Store, e o bichano baixa macio, dependendo da velocidade da sua conexão.

Hoje, deve estar fácil fazer o download, mas no dia, levei mais de 04 horas em uma conexão GVT de 15Mb/s. Quando o instalador estiver no seu Mac, ele vai executar automaticamente, mostrando esta tela:

Instalação do Mountain Lion

A partir daí, é só clicar em avançar e esperar.

Para uma instalação limpa, no entanto, é necessário seguir o procedimento abaixo:

  1. Localize o arquivo de instalação do Mountain Lion (está na pasta ‘Aplicativos’);
  2. Clique na pasta com o botão direito e escolha ‘mostrar conteúdo do pacote’, conforme a figura. Menu abrir pacote
  3. Vá na pasta ’contents/SharedSupport/ e copie o arquivo ‘InstallESD.dmg’ para a localização mais conveniente para você (pode ser o Desktop).
  4. Vá no utilitário de disco, arraste o arquivo ‘InstallESD.dmg’ para lá e insira um PenDrive de, no mínimo 6Gb, ou um HD externo que não queira mais usar. Lembre-se: o Utilitário de Disco vai apagar tudo o que você tiver neste volume. Clique em restaurar e aguarde o final dos acontecimentos.
  5. Faça backup do seu Mac. Mais de um.
  6. Faça outro backup do seu Mac. E mais outro.
  7. Reinicie o seu Mac. Assim que a tela acender, aperte a tecla ⌥ (option), e escolha o drive onde você restaurou o arquivo InstallESD.dmg.

Passos: o que fazer

Vou detalhar agora os passos que realizei, para guiar você no seu procedimento, caso você seja que nem o Vladimir Campos e ainda esteja esperando a hora de atualizar.

Meu fluxo de trabalho

Backup

Para evitar problemas de perda de arquivo, fiz dois backups. O primeiro foi apenas uma atualização do Time Machine. O segundo, uma cópia idêntica do conteúdo do meu MacBook Air, usando a versão grátis do excelente SuperDuper!, que tem versão paga, habilitando backups incrementais.

Meu arquivo de “Instalação do Mountain Lion” no TaskPaper ficou assim:

@project(Antes da Instalação)

- Listar software mais frequentemente usado no meu Mac @done(2012-07-25)

- Atualizar o backup do Time Machine @done(2012-07-25) – Fazer um Backup SuperDuper! inicializável @done(2012-07-25) -

- Fazer Download do Mountain Lion @done(2012-07-25) – Queimar DMG de instalação do Mountain Lion @done

- Fazer Instalação Limpa do Mountain Lion a partir do HDD de Instalação gerado pelo DMG @done Depois da Instalação: @done

@project(Depois da Instalação)

- Dar boot no Mountain Lion @done

- Reinstalar Apps Essenciais (MAS) @done Reinstalar Apps Essenciais (não-MAS): @done

- MSOffice @done

- Audio Hijack Pro @done

- Air Server @done

- Air video server @done

- Printopia @done

- Air Display @done

- Hazel @done

- Evernote @done

- Screenflow @done

- Flow @done

- Max @done

- OmniFocus @done

- Dropbox @done

- Scrivener @done

- Mactubes @done

- 1Password @done

- Bento @done

- Tapedeck @done

- nvALT @done

- TextExpander @done

- iPhoto Library Manager @done

- Camtwist @done

- Calibre @done

- Levelator @done

- Busycal @done

- Alfred (Powerpack) @done

- Transmission @done

- Recuperar documentos essenciais a partir do Backup do SuperDuper! @done

- Enjoy! @doing ;-)

De quebra, fica aí uma lista dos principais aplicativos que tenho instalados no meu Mac.

Novidades

O Mountain Lion trouxe mais de 200 novas características, muitas das quais comentaremos no iTech Hoje 26, que será gravado no próximo domingo.

Conclusão

Mais uma vez o gato da Apple me deixou menos Geek e mais abismado com a simplicidade da coisa. Minha máquina ficou veloz e responsiva, e de quebra, me livrei de muita coisa que não usava mais.

Nem todas as novidades estão disponíveis para todos os Macs. Apenas os fabricados a partir de 2011 tem acesso a todas as vantagens, e ele só funciona em Macs com, no mínimo um processador Intel Core 2 Duo.

Como foi sua instalação do OSX Mountain Lion? Diga para nós aí embaixo! ;-)

Fotos com iPhone ou Câmera Digital?

No início de junho gravamos um episódio do podcast especificamente sobre utilização de smartphones para fotografia digital. Na ocasião mencionamos vários aplicativos que utilizamos em nossos iPhones. Porém, no meu caso, eles todos fazem parte de um projeto maior. Até então, eu vinha tentando usar apenas o iPhone para minhas fotos.

E de onde surgiu essa idéia?

Um dia, organizando minhas fotos no Mac, notei que quase todas as que tenho do Rio de Janeiro foram feitas a partir dos meus celulares: Palm, BalckBerry e iPhone 3/3GS/4. Geralmente viajo para a Cidade Maravilhosa algumas vezes por ano e quase sempre descompromissadamente. Imagino que por essa razão acabo quase nunca levando uma “câmera de verdade”. As fotos – como pode ser visto nas de 2008 e 2010 publicadas no meu Flickr – não ficam maravilhosas, como a cidade, diga-se de passagem. Mas sempre que olho para elas, penso que cumpriram o papel de “captar e registrar um momento especial”.

Outro detalhe que preciso compartilhar com o leitor é o meu quase completo desconhecimento de técnicas de fotografia. Meu pai é muito bom nisso e sempre teve câmeras sofisticadas. Portanto, o pouco que sei, aprendi com ele e com algumas leituras posteriores. E quando digo pouco, é realmente muito pouco! Conheço algumas regras de luz, enquadramento, cores e só.

O que me encanta na fotografia é realmente o registro dos momentos e não a técnica envolvida. Mas, por favor, não me entenda mal! Adoro ver fotos que usam e abusam das boas técnicas. Gasto diariamente muito tempo da minha vida navegando pelo Flickr e apreciando as fotos de quem realmente entende do assunto.

Pois bem, considerando que o que eu queria era apenas “registrar momentos” e fazer isso com um equipamento que estivesse sempre à mão, resolvi colocar em prática meu teste de usar apenas o iPhone como câmera fotográfica assim que voltei de Rapa Nui.

Dizem que a câmera do 4S é muito boa, mas o meu modelo é o 4, que na minha opinião tem também uma câmera bastante razoável. Os aplicativos que utilizei nesse período de testes foram os seguinte: Câmera (do próprio iOS), Camera+, Hipstamatic, Evernote Food, Flickr e FlickStackr. Depois de quase dez meses, notei algumas coisas (óbvias, diga-se de passagem) que quero aqui compartilhar.

O iPhone é muito prático. Está sempre com você. E depois da inclusão do ícone da câmera na tela principal, ficou muito rápido tirar fotos com o telefone. Isso facilita bastante as coisas. Porém para fotos em ambientes menos propícios, eu usava sempre o Camera+, que permite trabalhar melhor outros aspectos da fotografia e em um segundo momento, recortar e aplicar alguns filtros e bordas. De dentro do aplicativo pode-se também enviar as fotos para o Flickr, Facebook e Twitter.

Antes mesmo de me aventurar no Instagram, eu já usava o Hipstamatic pelo fato de poder guardar as fotos comigo e publicar nas redes sociais apenas o que me interessava compartilhar. A propósito, o Instagram não faz parte de meu fluxo há algum tempo. Foi um dos primeiros aplicativos de rede social que abandonei no meu movimento de restringir meu tempo online.

Uma constatação corriqueira nas fotos feitas pelo iPhone, entretanto, é o problema do “longe/perto” e do “claro/escuro”. Fotos de objetos ou pessoas próximas tendem a ficar muito boas. Com boa luminosidade, ficam ainda melhores. Porém, fotos de paisagens ou pessoas muito distantes do fotógrafo, tendem a ficar muito ruins. E quando combinadas a pouca iluminação, ficam péssimas. Em algumas ocasições eu conseguia corrigir esse problema com o Camera+, mas é um pouco trabalhoso para alguém que não conhece bem as técnicas de fotografia.

O que eu adoro nas fotos feitas com o iPhone é a praticidade de organização quase automática. A partir dele já posso enviar para o Flickr ou outro local e dessa forma manter tudo sempre organizado. As fotos podem também ir automaticamente para o Mac via PhotoStream ou mais recentemente, via novo recurso de upload do Dropbox.

No iPhone, as fotos também captam automaticamente a geolocalização, algo que eu gosto muito. É uma bobagem, mas me agrada depois ver as fotos apresentadas em um mapa. Por exemplo, uma vez fiz uma trilha relativamente longa e depois de processadas e organizadas, as fotos representavam no mapa exatamente o caminho que percorri. Bem interessante ver fotos assim! Na Ilha de Páscoa tentei ativar o GPS do iPhone para captar as fotos ao longo do meu trajeto de bicicleta mas não consegui. Quando retornei para casa, tratei de ajustar isso manualmente no Mac, mas não é a mesma coisa. É quase impossível de se fazer com precisão. E convenhamos, é algo chato demais.

O iPhone sempre vai ganhar em praticiadade, mas confesso que tenho tido pouco sucesso e poucas são as fotos com qualidade. Muitas vezes ficam escuras, não nítidas ou não captam bem as cores. Por essas e outras razões acabo descartando boa parte delas. E ontem, depois de voltar de um acampamento e aproveitar pouquíssimas fotos, resolvi voltar a usar minha câmera juntamente com um grupo de aplicativos e serviços que adoro: GeoTagr, FlickStackr e Flickr. Inclusive levei minha câmera para o acampamento para voltar a praticar e começar a relembrar como usar o GeoTagr.

Falei bastante sobre os três no episódio 21, mas realmente preciso voltar a praticar. Já nessa primeira viagem cometi o erro que esquecer de ajustar os relógios da câmera e iPhone. Também esqueci de ativar o GeoTagr num determinado momento e obviamente precisei aplicar a localização manualmente nessas fotos.

Além dos aplicativos já mencionados, o meu kit completo conta também com uma câmera digital (obviamente!), o iPhone, o iPad e o Camera Connection Kit da Apple.

Para que tudo transcorra bem, é preciso seguir alguns passos:

  1. Em primeiro lugar, lembre-se de sempre sincronizar a hora da câmera com a do iPhone. Parece algo óbvio, mas acredite, é um problema mais comum do que se imagina. Horários de verão, mudanças de fuso em viagem e até mesmo o relógio automático do iPhone contribuem para o incremento nas chances de erro.
  2. Quando começar a bater fotos, lembre-se de antes ligar o GeoTagr no iPhone. É ele quem vai capturar as suas localizações a medida que se desloca de um ponto a outro.
  3. Concluídas as fotos, entrará em ação o iPad e o Camera Connection Kit. Se estiver assinado com o iPhone e o iPad na mesma rede Wi-Fi, será mais fácil. Nesse caso, basta abrir o GeoTagr nos dois dispositivos. Mas sabemos que durante viagens isso não é tão simples assim. Por essa razão o App permite conectar o iPhone ao iPad também via Bluetooth.
  4. Uma vez conectado, utilize o Camera Connection Kit para transferir as fotos para o iPad e em seguida solicite que o GeoTagr inclua as coordenadas. Nesse momento, o App buscará as informações armazenadas no seu iPhone. Por essa razão ele precisa estar conectado ao iPad, seja via Wi-Fi, seja via Bluetooth. Existem outras alternativas como o envio das informações via Dropbox, mas peço que leia as informações no site do fabricante para entender melhor como tudo funciona.
  5. Realize o upload de todas as fotos ou apenas as escolhidas para o Flickr. Nesse momento eu uso o FlickStackr. É um aplicativo excelente e universal que lhe permite fazer no iPad ou iPhone tudo (ou quase tudo) que você faria na interface web do Flickr.

OBS.: Não testei ainda, mas pelo que entendi as etapas 4 e 5 podem ocorrer invertidas. É possível autorizar o GeoTagr a ter acesso a sua conta do Flickr e dessa forma enviar primeiro as fotos e depois solicitar que ele ralize a varredura e inclusão das coordenadas dentro do próprio Flickr.

Que fique claro também que não é necessário enviar as fotos para o Flickr. Isso é apenas uma das possibilidades. Outra alternativa é, por exemplo, transferir as fotos do iPad para o computador, Dropbox, etc.

Note que com tantas partes envolvidas, é evidente que eventualmente uma coisa ou outra não funcionará de acordo com o esperado. Pior ainda quando se pratica pouco o processo. Portanto, passarei a usar esse conjunto de equipamentos e aplicativos nos próximos dias. Quem sabe assim deixo de cometer alguns erros ao longo do processo e passo a incluir fotos melhores no meu Flickr.

PDF Expert: O melhor leitor de PDFs da App Store

Logo do PDF ExpertNo último iTech Hoje, sorteamos um código promocional para o excelente PDF Expert da Readdle, a mesma empresa que faz também o Scanner Pro.

Ele também tem uma versão para iPhone, que não testei, mas a versão iPad, como já tive oportunidade de comentar, é o melhor leitor de PDFs para iOS da App Store.

Além de ser robusto, e garantir uma experiência fluida de leitura de PDFs no iPad, o PDF Expert também pode ser usado para preencher formulários PDF, e realizar todo tipo de anotações no arquivo.

A última versão, 4.1, adicionou também a possibilidade de fazer anotações em áudio que são incorporadas ao arquivo, e podem ser compartilhadas com outros usuários.

Ela também corrigiu alguns erros que o Vladimir Campos apontou em seu post sobre a versão anterior, relacionados à maneira com que a versão anterior do aplicativo se conectava ao Dropbox, gerando duplicatas de arquivo quando quer que ele tinha um nome com caracteres acentuados. Ele agora funciona sem nenhum problema deste tipo.

Um destaque especial precisa ser dado à conectividade do app: ele funciona como um servidor WebDav na sua rede wifi, podendo ser montado como uma pasta no finder, para receber arquivos diretamente via arrastar-e-soltar. Além disso, sincroniza com dropbox e sugarsync, em via de mão dupla.

A Readdle, como afirma o Otávio em seu post sobre o Scanner Pro, é uma empresa para ficar de olho: eles são focados na excelência de seus produtos, como alguns dos melhores desenvolvedores que divulgamos no iTech Hoje.

Sparrow

Muito já escreveram sobre a aquisição do Sparrow pela Google. Fiquei por dias pensando se deveria ou não dar a minha visão a respeito do tema e, bem, parece que fiz minha escolha.

O Sparrow mudou a forma com que muitos interagem com o email. Fez parecer menos burocrático e, na minha opinião, isto foi algo que só a Google tinha conseguido antes, quando apresentou o Gmail ao mundo.

No Mac, o aplicativo consegue, com sua interface minimalista, focar no que realmente importa, o conteúdo do email. Antes do Sparrow, mesmo no Gmail, muitas vezes me peguei escrevendo emails quilométricos, mas que diziam pouca coisa. O Sparrow simplificou o email de tal forma que fez ele parecer uma conversa. Emails curtos, como os famosos e produtivos emails de três frases, acabam sendo naturais.

A compra do Sparrow pela Google não me deixou impressionado. Na verdade, isto estava debaixo dos olhos de todos por muito tempo. O aplicativo foi criado sobre o Gmail, 100% baseado no produto da Google. Quando o cliente oficial do Gmail foi publicado na AppStore, foi um sucesso de downloads mas um fracasso em todos os outros quesitos. Nisto o Sparrow, relativamente caro, estava ali, comendo pelas bordas aquela porcentagem de usuários insatisfeitos com a solução oficial. Com esta aquisição, a Google só tem a ganhar.

A AppStore mudou a forma com que lidamos com atualizações de aplicativos. Nos acostumou com updates eternos de aplicativos pelo quais pagamos apenas uma vez. Antigamente isto não existia, as empresas ofereciam, sem custo, apenas os updates incrementais com correções de defeitos, e cobravam pela novas versões com novas funcionalidades.

Fazendo uma analogia, um aplicativo não é, de forma alguma, diferente de um álbum de um artista. Antes dele chegar na prateleira, mesmo que virtual, teve todo um processo de investigação (ora técnico, ora criativo), desenvolvimento, ajustes, finalização e venda. Ninguém compra um álbum de uma banda e espera receber todos os outros de graça. Música, livro, filme ou aplicativo, pagamos pelo que foi feito, não pela promessa do que poderá ser feito (ou oferecido de graça) depois.

Claro que não acho que todos os aplicativos devam ter, obrigatoriamente, suas atualizações cobradas, mas acho que o desenvolvedor precisa ter o controle dessa situação. Manter um time de desenvolvedores bons é caro e a curva de vendas de um aplicativo não se sustenta por muito tempo, pois tende a um limite.

Voltando ao Sparrow, acredito que eles também tenham saído ganhando com a aquisição, exatamente pelos pontos que levantei no parágrafo anterior. Com as vendas chegando a um limite e o simples fato de não poderem cobrar por um simples update, só restava a certeza de que o dinheiro deixaria de entrar um dia.

Como usuário, minha expectava é ver o Sparrow como novo aplicativo oficial do Gmail. Até lá, fico com a versão que paguei, pois paguei pelo que ela faz e não me arrependo por isto.

iTech Hoje 25: Preparativos para o Mountain Lion e outros assuntos

iTech Hoje 25: Preparativos para o Mountain Lion e outros assuntos

Bate-papo com Osni Passos sobre Mountain Lion, iCloud, Sparrow, Prey, e vários outros assuntos.

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